“Bom de briga é aquele que sabe a hora de cair fora.” Adoniram Barbosa

maio 17th, 2012
1618. 

Definitivamente tem horas que temos que dar o famoso “control alt del”. Para quem não conhece este termo, quando o computador apresenta um daqueles problemas enormes, que não anda para frente, nem para trás, que não liga nem desliga, a melhor opção é esta, apertar estas 3 teclas ao mesmo tempo e sair de cena.

Na vida muitas vezes temos que cair fora. Colocar nosso orgulho, defesa, e emoções de lado, e sumir do mapa! Sumir para se achar. Sumir para se respeitar. Sumir para respeitar o outro.

Nada como o tempo. O tempo cura as mágoas mais profundas que as vezes achamos que nunca seriam curadas.

O tempo diminui a proporção, muda a dimensão dos fatos, altera a relevância e importância de muitas coisas em nossa vida.

O tempo é um santo remédio. O tempo é nosso aliado. É a melhor resposta que em determinados momentos podemos dar para a vida e suas circunstâncias.

E o silêncio, ao contrário do que imaginei algumas vezes, ele não é a omissão, o abandonar, o desistir. Ele é a sabedoria.

O silêncio fala mais do que mil palavras.

Ontem, estava conversando com uma amiga divina, que amo e em nossa conversa surgiu uma frase: “sou aquilo que pulso e não aquilo que falo.”

Muito mais do que exemplos, palavras, ações, somos aquilo que está em nós. Podemos nos policiar para fazer o melhor possível, podemos mostrar mil facetas que queremos que os outros vejam, mas no final, simplesmente somos nós.

Nossa existência, é um exemplo daquilo que pulsa em nós, do que vibramos, da forma como existimos.

Podemos até tentar enganar um espelho. Mas nunca enganaremos a nós mesmos. Mais cedo ou mais tarde, somos nós mesmos que teremos que nos encarar, nos aguentar, e nos amar.

Por tudo isso, e por aprendizados vividos é que escolhi a frase acima: “Bom de briga é aquele que sabe a hora de cair fora.” Afinal “o silêncio fala mais do que mil palavras”  e  “o tempo é um santo remédio”.

Com todo meu amor,

Joana Madia
Instituto do Amor

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Adélio da Silva Moreira.

maio 16th, 2012
1613. 

Bom dia queridos amigos e leitores do Instituto do Amor. Cada um tem sua história de amor para contar. Hoje, quem divide um pouquinho de seu coração é a querida Betina. Uma mulher forte, intensa que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas que acompanho com muito respeito suas conquistas, questionamentos, alegrias e desafios. Betina, seja bem vinda, e esteja conosco sempre que quiser. Com amor, Joana.

“Meu avô, meu avozinho!

Ele se foi muito cedo…

Muito, muito cedo…

Eu tinha apenas 6 anos…

Falar do meu avô , é falar do vento.

Toda vez que eu sinto o vento, eu sinto meu avô.

O vento que eu sentia agarrada nele enquanto pedalava sua bicicleta.

E saiamos assim, serelepes para a quitanda comprar bala 7 belo, pepper, chita.

Toda vez que eu vejo bala 7 belo, eu vejo meu avô.

Fico triste de ter poucas fotos dele. Era um rebelde para fotografia. Mas eu fotografei meu avô com meu coração.

Lembro do quintal da sua casa, do pé de manga, de deixar eu ser livre…

Lembro da mina de água, dos garrafões jogados na lateral da casa na garagem, d meu lado explorador com meu avô. Eu ia com ele na mina e saia caminhando, na terra….eu lembro de lá…vagamente…

E lembro do fático dia…

Lembro de me colocarem na janela.

Lembro de ter pulado a janela…

Lembro de ver você imóvel com a cabeça toda enfaixada…

Lembro de você mexer sua mão, colocar no meu rosto e…

E….acabou…

Foi assim…me retiraram de lá voando…

Nunca mais falamos de você.

Falar de você era ver meu pai chorar…e minha mãe lida com sentimento “eliminando vestígios”. Ela acredita que assim, a pessoa não sofre.

E assim vivi….até aquela fatídica noite…

Minha empregada faleceu…

E eu sentia asfixia, chorava copiosamente …

Fui a terapia e mexemos, remexemos e veio você…

Foi tão dolorosa sua perda…e eu nunca tinha falado sobre isso.

Foi imensa a minha dor…uma dor insuportável que revivi na fase adulta.

Eu chorava muito , muito porque minha empregada faleceu da mesma forma que você…e eu lembrei…

Como pode alguém tão pequeno, guardar assim ?

Eu guardei…

Eu guardei você todinho.

E dai, depois de um certo tempo, bem depois mesmo, decidi resgatar “minha base”seja em valores, seja em estar perto de quem gosta.

E ai fui buscar você…anos e anos depois…

Eu decidi ser sua portuguesa , de fato!

Eu decidi tirar a cidadania portuguesa.

Eu queria ser aquela que você dizia :

-       Portuguesa, tus és bruta mas eu gosto de ti!

Eu me jogava no seu colo.

Lembro da minha analista me dizer que se jogar no colo de alguém é um profundo ato de amor pois precisa de muita confiança.

Eu tinha isso com você.

Eu pensei, vozinho, que isso tinha acabo assim…e eu tinha resolvido “tudo”.

Eis que seu filho, meu pai, também me espera para morrer.

Foi tão doloroso reviver este sentimento….

Seu filho, vozinho, agüentou firme desde as 12h para quando eu pegasse o avião as 22h ele chegasse em Presidente Prudente. E seu filho, vozinho, quando eu sobrevoava Presidente Prudente as 22h45 ele falece.

Ele, assim como você, me esperou para falecer…

Confesso…é um presente saber disso mas é uma dor.

E foi minha irmã, ao mexer nas coisas do meu pai, achou sua aliança de casamento de 1934 com a vovó e me dise :

-       Be, essa aliança deve ser sua. Eu nem me lembro do vovô e sei o quanto ele era importante a você.

Pois bem, peguei-a e lembrei do hospital. São raras as vezes que penso em você e penso em hospital, aquele cena em que não era você.

A aliança cortada, para você entrar correndo em cirurgia…

Eu fiquei horas olhando a aliança.

E decidi faze-la brilhar de novo.

Decidi ter um pedacinho seu perto de mim.

Sabe , o mezuza, dos judeus ? Aquele que colocam na porta para você lembrar da existência do divino ?

Pois é….

Sua aliança virou meu mezuza.

Eu olho para ela, eu vejo você, eu vejo proteção, eu me sinto segura.

Cuida do seu filho por ai…

Aqui embaixo, tenho vocês dois por perto…

No vento…eu sinto o vento…eu sinto vocês…”

Betina Moreira
Instituto do Amor

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Mães de outros filhos…



maio 15th, 2012
1609. 

Dedico este texto a todas as mães de filhos “não humanos”, inclusive a mim mesma por todos os filhos que fiz nascer, frutos dos meus sonhos mais genuínos…

À Eutolinda, a palhaça que nasceu de mim quando decidi fazer um trabalho voluntário em um hospital anos atrás…

À Semente Consciente, empresa que criei para convidar as pessoas à autotransformação e autolapidação, tomando por base os princípios latentes da minha alma e o desejo de “fazer a diferença” na face da Terra…

Às minhas plantinhas por sempre me ensinarem que preciso rega-las na dose certa, nem demais, nem de menos…

Aos Produtos Artesanais que faço, “recheados” com toda a energia de amor e carinho que tenho para compartilhar, fazendo deles muito mais que simples sabonetes, aromatizadores e cremes hidratantes…

À todos os projetos que nutri e alimentei com a minha dedicação sagrada…

A todos os filhos que também “morreram de fome” porque fiz nascerem, criei durante certo tempo e acabei não dando a atenção que eles mereciam e, por conta disso, acabaram “perdendo a força vital”, e se esvairam com o tempo…

Àqueles filhos que alimentei demais, sem necessidade, por excesso de zelo, “por querer controlar o fluxo das coisas”, esquecendo nessas horas que existe um “Pai Cosmos” que concatena todos os eventos e passos necessários para viabilizar a materialização de todos os nossos sonhos…

Aos filhos “amorosidade, fé, humildade, determinação e doçura” que a minha mãe gerou e deixou como exemplo para mim e para os meus seis irmãos…

A todos os filhos que vou gerar…

Aos filhos humanos que um dia terei… e a eles já deixo a seguinte mensagem: “Meus docinhos, tenham certeza que a cada dia que passa a mamãe está se lapidando mais e mais para se transformar num diamante lindo e reluzente… quando vocês chegarem, vão ver a mãe legal, amiga, disponível, companheira, consciente, orientadora, carinhosa, amorosa, atenciosa e “ecologicamente correta” que serei… as virtudes que já tenho agora certamente vou continuar cultivando, assim, cada vez mais, elas crescerão lindas, firmes e fortes pois estão sendo alimentadas pela minha intenção pura de ser melhor a cada dia… e as virtudes que ainda não tenho, prometo me empenhar para abrir espaço dentro de mim para, cada vez mais, me permitir aprende-las e adquiri-las… e espero também que vocês me ensinem muitas coisas e também sejam meus mestres nessa jornada chamada Vida…”

E finalmente, à minha filha “Minha Vida” que alimento todos os dias deixo a seguinte mensagem: “Filha, obrigada por me presentear com tantas bênçãos e fazer de mim a mãe mais feliz do mundo!” 

Com todo o meu carinho!
Feliz Mês das Mães para todas nós!

Antonela Tino Trofa
Instituto do Amor

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Ser Mãe

maio 14th, 2012
1607. 

Maio nos faz refletir sobre o amor e geralmente associo esse sentimento com a maternidade. Nos dicionários a definição do que é ser mãe é simples e objetiva: “Mulher ou fêmea que gera outro ser”. Confesso que fiquei intrigado, pois acreditava num significado com uma conotação mais afetuosa.

Quando vemos, lemos e ouvimos os assuntos abordando o tema sempre o enfoque nos mostra a mãe perfeita, ideal que é diferente da mãe humana. Falo assim, pois muita gente tem dificuldades no relacionamento afetivo com sua mãe, que muitas vezes é aceita ou tolerada por respeito, influência social ou religiosa.

Há entretanto quem verbalize diversas queixas: “Ela sempre foi imatura e pouco preparada para essa missão tão nobre”, “sempre gostou mais do meu irmão do que de mim”, “foi seca, pouco afetiva e egoísta”, “nunca agradeceu o que tinha e só pensava nela, pedindo mais”. Outras reclamações frequentes que ouvi foram: “Sempre submissa ao meu pai”, “com baixa autoestima”, “superprotetora”, “nunca se valorizou”, “critica exagerada com os outros”, “moralista e puritana nunca conversou de sexo comigo”, “jamais fomos pessoas amigas e confidentes”, “amava e se dedicava demais ao próximo enquanto se deixava em segundo plano” e diversas outras reclamações.

Então escolhi idealizar uma verdadeira “mãe ideal”: “Uma pessoa que ama seu próximo incondicionalmente, aconselha, ajuda, acolhe, respeita seus limites, apoia seu esforço de se transformar, o escuta e permite ele desabafar. É alguém que censura certas atitudes e comportamentos do próximo, pois acredita estão sendo prejudiciais para ele. Também se ama incondicionalmente, cuida da sua saúde do corpo e da alma. Vive com alegria, abençoa a vida tanto nas dificuldades assim como quando tudo corre bem. É um ser que dialoga, tem seus desejos próprios e respeita os anseios dos outros. Um ser que evolui a todo momento  criando condições dos outros evoluírem, sempre desenvolvendo sua inteligência. Tem dentro de si um Deus interior vivo, justo e que dá a chance do outro enfrentar seus obstáculos enquanto vibra tranquila por ele nas arquibancadas da vida toda arrumada, bonita e perfumada”.

Quando li e reli essa “mãe ideal” percebi que eu gostaria que meu pai fosse assim, meus filhos, meus amigos, que todos no mundo fossem dessa maneira. Perguntei: “Como mudar os outros?” Entendi então que o único ponto que podia agir de verdade era comigo ao me esforçar em viver essa “mãe ideal”. Assim fica mais fácil de eu abraçá-la onde ela estiver, na minha mente ou na minha frente, sabendo que ela é humana, com suas imperfeições, seus limites e foi a melhor pessoa que o Criador arranjou para eu poder crescer e evoluir.

Cid Paroni Filho
Instituto do Amor

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Frustração: oportunidade de aprendizagem ou sofrimento sem sentido?

maio 11th, 2012
1604. 

Ao longo da infância, as crianças precisam contar com a ajuda dos pais para que aprendam a expressar suas necessidades ao mesmo tempo em que também precisam aprender a se adequar aos limites impostos pelos ambientes que frequentam e pelas necessidades das outras pessoas com quem convivem. São, portanto, dois cuidados distintos, mas fundamentais. Quando tudo corre bem, ou seja, quando os pais sustentados de um lado pela empatia e do outro pela paciência de explicar em uma linguagem adequada o sentido dos “nãos”, a criança pode descobrir formas criativas de conseguir atender suas necessidades e ainda assim respeitar os limites estabelecidos.

Na prática, esses cuidados estão relacionados à habilidade dos pais de fazer intervenções adequadas nos momentos de impasse entre os desejos da criança e os limites estabelecidos. Essas situações exigem muita paciência, sensibilidade e capacidade de discriminação, uma vez que precisa ficar claro para a criança o que ela esta fazendo de errado, o porquê dela não poder se comportar dessa forma e como o seu comportamento prejudica a ela mesma e aos outros.  Apesar dessas informações parecerem óbvias em algumas ocasiões, a criança não tem condições de compreender o sentido dos limites por conta própria.

Por exemplo, uma criança não quer dividir seu brinquedo com o amigo. No momento em que o amigo pega o brinquedo, ela começa a chorar. É importante ajudá-la a se acalmar, e contar para a criança que ela não quer dividir seu brinquedo (o que), explicar que quando estamos em companhia de outra pessoa precisamos às vezes deixar o amigo fazer as coisas do jeito dele e outras vezes a gente faz do nosso jeito (o porquê). Caso contrário, o amigo fica chateado e ela também porque a brincadeira será interrompida (como). Ela pode responder que empresta um outro brinquedo, mas que esse brinquedo não quer emprestar, pois acabou de ganhar. Essa pode ser uma solução criativa que ajuda a criança a retomar a brincadeira e ainda a ensina sobre maneiras de conciliar a seus desejos com os desejos da outra pessoa.

Desse modo, a experiência da frustração alcança um fim quando a criança consegue compreender o sentido do limite e, em seguida pode direcionar sua energia para pensar em maneiras alternativas de satisfazer suas necessidades.  Desse modo, o sofrimento temporário da criança por não ter um desejo atendido prontamente pode, quando bem conduzido pelos cuidadores se transformar em uma oportunidade de aprendizagem e de desenvolvimento da sua criatividade.

Existe, no entanto, um risco nesse processo.  É comum, seja pelo cansaço ou por falta de informação sobre a importância desse esforço, que alguns pais não tenham a paciência necessária para explicar os limites de maneira detalhada de modo que a criança possa compreendê-los. Nesses casos, a criança não entende o sentido da frustração, a experiência não se completa e, desse modo, a raiva que sente ao ter seus desejos frustrados não passa, permanece com ela.

Com o tempo, ela tende a se comportar de modo a manifestar o que esta sentindo, ou seja, a raiva. Por exemplo, ela pode ter comportamentos agressivos na relação com os pais e amigos, fica constantemente emburrada, mal humorada… Nesse contexto, é comum que as brigas entre pais e filhos se intensifiquem. A criança de um lado, com um sentimento de raiva persistente e os pais, de outro, sentem-se desrespeitados e tomam as atitudes da criança como uma afronta pessoal. Se essa dinâmica persiste ao longo dos anos, a qualidade da relação com o (a) filho (a) fica comprometida, uma vez que as brigas provocam um distanciamento crescente.

Assim, as experiências de frustração podem levar a desfechos distintos. De um lado, existe uma potencia nessas experiências, ou seja, é por meio dessas experiências quando bem conduzidas pelos pais, que a criança pode desenvolver a habilidade de se ajustar às exigências do mundo com criatividade, reconhecendo e incluindo as suas próprias necessidades. Por outro lado, a falta de paciência, de sensibilidade ou a crença de que alguns conceitos são tão óbvios que não precisam ser ensinados levam alguns pais a impor os limites sem explicitar e se certificar que a criança tenha compreendido o seu significado. Nesses casos, a raiva que a criança sente ao ser frustrada permanece com ela e influencia a qualidade das suas relações no futuro.

Carla Poppa
Instituto do Amor

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MATER NIDA IDADE

maio 10th, 2012
1601. 

O que trazem as lágrimas?
Elas vêm carregadas por mãos frias…
Vieram de um calor em forma de nó que passa da garganta.
Feito onda do mar, fez da minha pele areia onde um mar de emoções desliza.

O que trazem as lágrimas?
Elas vêm carregadas de mãos quentes…
Vieram de um interno e intenso encontro com duas mãos pequenas.
Vieram de um suspiro em forma de vento de verão que ultrapassa a janela.
Feito a brisa do mar fez dos meus olhos cenário de história onde uma
corrente de imagens desfila.

O que trazem as lágrimas?
Elas vêm carregadas de alma inteira…
Vieram de um espírito em forma de gente pequena que quando olha para gente,
a gente se sente.
Feito vida nova que cresce no ventre fez do meu ser plenitude onde o amor
habita sem nunca mais querer sair daqui.

Iramaia Pascale Quintino
Instituto do Amor

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Qual é a sua questão?

maio 9th, 2012
1597. 

Em 2010 eu fiz um dos melhores cursos de autoconhecimento que já fiz em minha vida… Foi realmente transformador.

Falo do Seminário de Pedagogia Social, conduzido pela turma da Associação da Pedagogia Social de Base Antroposófica no Brasil.

Tudo bem Edu, e aí? O que esse curso tem de tão especial? Muito motivos… mas o principal é que você fica 8 dias mergulhado na sua questão, na sua pergunta.

Toda a base conceitual do programa é que encontrar a sua pergunta é fundamental, pois ela move o ser humano, mobiliza em busca da resposta. Por sua vez, a resposta para, conforta, e não faz você se movimentar em busca do crescimento, da evolução.

Outras duas boas razões: (1) é um desenvolvimento integral, que explora não só o mental, mas principalmente as outras dimensões emocional, física e espiritual…. e (2) é um processo coletivo, o que conforta e impulsiona e muito as reflexões!

Claro que quando fui para lá cheguei com uma pergunta, e ao longo dos 8 dias fui refinando, tendo novos olhares, descobrindo o que estava por trás daquelas perguntas. Fascinante!

Foi lá que descobri por exemplo uma de minhas crenças “limitantes” que homem não chora, e que já explorei tanto aqui em posts no Instituto do Amor…

E você? Qual a sua questão?

Recomendo fortemente este mergulho em você mesmo, e por consequência nos outros e no sistema que estamos inseridos!

O próximo Seminário de Pedagogia Social acontece agora no final de Junho, lá no Centro Paulus… Para se inscrever é só entrar no site!

Linda semana a todos!

Edu Seidenthal
Instituto do Amor

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Círculo de Amor

maio 8th, 2012
1593. 

Não sei se vocês sabem, mas em meu trabalho, todas as minhas peças tem um significado. E, em homenagem ao dia das mães, criei um colar que nasceu a partir de um significado, de uma emoção, de uma energia.

Criado em homenagem a todas as mães que entregam o que existe de mais precioso em sua existência, para seu mais importante legado e laço, seus filhos.

Divido com você o texto que mandei para minhas clientes e amigas, e que deixo aqui no Instituto também, como presente para todas estas mulheres e mães maravilhosas.

“A beleza do acolhimento

A intensidade de um olhar

O conforto de um abraço

A segurança de um carinho

Os ensinamentos em forma de palavras, gestos e ações

Cheiros, gostos, sons… doces lembranças germinadas através de um relação.

Na força que brota de um coração totalmente entregue e apaixonado, nasce o amor de uma mãe.

Dentro de seu útero se forma um círculo. O círculo do amor.

Impenetrável, perfeito, completo. Único.

Um laço forte, intenso, insubstituível e fundamental de amor.”

Com todo meu amor,

Joana Madia
Instituto do Amor

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Minha mãe e sua mãe

maio 7th, 2012
1587. 

Agosto de 1963. Uma mulher de 23 anos e sua filha de 4 anos (que completaria 5 anos na viagem), passa meses no navio em direção ao desconhecido para encontrar seu marido que havia saído da Espanha no ano anterior. Aquele jovem aventureiro,  incentivado pelo cunhado padre que tinha sido enviado ao Brasil, estava cansado da vida de mineiro e queria novas oportunidades. Aquela mulher, queria apenas continuar sua família. Ela amava (e ainda ama) a Espanha, sua família, seus amigos. Mas o voto do casamento era mais forte. O começo foi difícil, não falar a língua (até hoje não fala), o marido aventureiro, a filha pequena. Mas a força que a levou até ali sempre foi a força que a fez seguir. A outra filha veio, a mais velha entrou na faculdade, se casou, teve uma filha. O divorcio veio. Os outros netos, também. E a espanhola, como é conhecida, permanece sempre forte, como o pilar dos que ama.

“Y adios mi España querida, dentro de mi alma, te llevo metida…” Cresci escutando essa música enquanto fazia lição de casa e a minha abuela cozinhava. Até hoje uma emoção muito forte vem quando canto ou escuto essa música. Seguindo o caminho da mãe, a minha mãe também é uma mulher forte e determinada, sempre trabalhou fora, estudou e ainda assim nos deu muito amor, carinho, suporte. Minha abuela (ela não gosta de ser chamada de avó… coisas da pronuncia) também sempre cuidou do meu irmão e de mim com todo seu amor.  E hoje divido com vocês sua história. Porque tenho certeza que muito do que sou vem dela, da sua aventura, da sua determinação, do seu amor, da sua trajetória. O mais interessante é que, de todas as pessoas da minha família, a que menos entende o por quê das minhas viagens pelo mundo é ela. Eu tenho minhas teorias mas essas ficarão para um próximo post :)

Nesse mês das mães gostaria de honrar minha mãe e sua mãe, e dedicar todo meu amor e gratidão a elas. Pelo exemplo, pelos valores, pelo espírito aventureiro, pelo amor. Obrigada mãe, obrigada abuela, dentro de mi alma, os llevo metidas…

Pra quem não conhece, segue o vídeo da música “El emigrante”, trilha sonora da minha infância.

Mari Turato
Instituto do Amor

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Deus mora em mim

maio 4th, 2012
1582. 

Queridos amigos, semana passada, ao assistir o programa Viver com Fé, do GNT, tive uma grata surpresa com a entrevista desta senhora, Dona Virgínia.

Uma pena a entrevista não estar na íntegra, mas de qualquer forma, seus 3 minutos valem a pena pois Dona Virgínia e eu acreditamos em algo similar, que “Deus mora em mim.”

Para mim, Deus não está fora como algo intangível. Deus está em meu coração, e basta eu querer entrar em contato com ele para que ele docemente se manifeste nos detalhes, enchendo meu coração com seu amor e sua luz.

Deus é o caminho, e não apenas o ponto de chegada depois de uma longa caminhada. Deus é a mão que se estende em todos os momentos de minha vida, inclusive nos mais difíceis.

Deus é o melhor que dou de mim mas também é o pior. Deus é o que sei, mas também o que não sei. É a união, o acolhimento, é a alegria. Mas também são os aprendizados, os desafios e tudo aquilo que muitas vezes não nos agrada, mas que nos ajuda a crescer como alma, como ser. Deus é tudo, e eu sou filha de Deus.

Agora, Deus mora em mim, e você? Sente Deus em seu coração?

Segue o link da entrevista da Dona Virgínia!

Com todo amor,

Joana Madia
Instituto do Amor

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